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Proteinases
e Feridas:
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VANTAGENS
E DESVANTAGENS
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A
ação das proteinases na cicatrização de feridas foi um dos assuntos que
mais atraiu a atenção dos participantes do 11 th Symposium on Advanced
Wound Care and the 8 th Medical Research Forum on Wound Repair.
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PELLE
SANA traz um resumo da apresentação feita por três especialistas na matéria:
drs Gregory Schultz, William C. Parks e Annette Wysocki. O resumo foi
elaborado pela enfermeira Vânia Declair, especialista em lesão de pele
e coordenadora do Departamento Científico da SOBENDE.
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A
análise de exsudado coletado de pacientes com lesões agudas e crônicas
mostrou que os níveis de citoquinas pró-inflamatórias TNF-alfa e IL-1
beta foram significativamente maiores nas crônicas, quando comparados
com os fluidos das lesões agudas. Já o nível de proteases aparece menor
em lesões agudas do que em lesões crônicas.
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Fatores
de crescimento, quando adicionados em fluidos originados de lesões crônicas,
degradam-se rapidamente. Porém, quando adicionados em fluidos de lesões
agudas, mantêm-se estabilizados.
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Por
hipótese, é possível afirmar que o índice de elevação das proteases em
lesões crônicas contribuiu para a falência de cicatrização das feridas,
pela degradação de fatores do crescimento da matriz protéica.
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Para
comprová-la, foi analisado o exsudado de lesões de 15 pacientes portadores
de úlcera venosa crônica ou arterial, que não tiveram sucesso com tratamentos
anteriores. Todos esses pacientes foram mantidos em repouso por duas semanas,
sendo dosados, nesse período, os níveis da matriz metaloproteinase e das
proteases serinas. Quando esses níveis diminuiram, as feridas começaram
a cicatrizar.
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As
feridas crônicas podem ter uma fisiopatologia molecular comum a qual impede
a cicatrização. Prolongados e elevados níveis de citoquinas pró-inflamatórias
TNF-alfa e IL-1 beta presentes na ferida incluem metaloproteinases eoutras
proteases que degradam os fatores de crescimento essenciais, receptores
e componentes da matriz extra-celular, impedindo a cicatrização.
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Tanto
as lesões crônicas quanto as agudas começam a cicatrização por meio de
um mecanismo de resposta pró-inflamatório de citoquinas similares. Porém,
o estímulo inflamatório é transitório e limitado. A seqüência inflamatória
normal é seguida de neutrófilos e macrófagos que removem bactérias e desnaturam
os componentes da ferida. O macrófago, o fibroblasto, as células endoteliais
e os queratinócitos secretam fatores de crescimentos que promovem epitelização,
produzem componentes extracelulares, estimulam a angiogênese e ajudam
a formação da cicatriz.
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Durante
cada fase do processo, as proteinases são necessárias para remodelar os
componentes da matriz extra-celular e para acomodar a migração e reparação
tecidual. A colagenase-1 separa o colágeno fibrilar, que é expressado
pela migração de queratinócitos através do leito da ferida, em todas as
formas de lesão.
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A
migração de queratinócitos pode ser bloqueada pela ação de peptídeos,
que são potentes estimuladores de atividade catalítica da matriz metaloproteinase.
Queratinócitos não migram em colágeno mutante bloqueado pela colagenase,
mesmo sendo este substrato induzido pela atividade das colagenases-1.
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A
atividade enzimática deve ser controlada para prevenção da excessiva degradação
da matriz metaloproteinases e da uroquinase, o que retarda o processo
de reparação tecidual nas lesões crônicas.
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Feridas
crônicas apresentam o nível de citoquinas pró-inflamatórias elevado por
muito tempo, incluindo o TNF-alfa e o IL-1 beta. Estas citoquinas induzem
a síntese de metaloproteinases, temos a degradação dos fatores de crescimentos
e dos receptores de membrana celular, que são importantes para a cicatrização.
Como não conseguem cicatrizar, as lesões tornam-se crônicas.
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Isto
nos leva a questionar a utilização ou a indicação do uso da colagenase
tópica nas lesões crônicas, visto que ela aumentaria ainda mais a degradação
destes componetes moleculares essenciais para o processo cicatricial.
Por outro lado, nos estimula a dosar as colagenases no exsudato da lesão
e, então, utilizar mecanismos que diminuam as colagenases e as metaloproteinases
no leito da ferida. Isto impedirá que as lesões tornem-se crônicas ou
de difícil cicatrização.
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Annette Wysocki, PhD, RN, Diretora Científica do Instituto Nacional de
Pesquisa em Enfermagem, em Bethesda, MD
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Gregory Schultz, PhD, Professor de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade
da Flórida, Gainsville/FL
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William C. Parks, PhD, Professor Associado do Departamento de Dermatologia
da Universidade de Washington, MO
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FONTE:
Revista PELLE SANA
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Ano
1 - No 1 - Abr/Jun - 1998
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Sobende
- Sociedade Brasileira de Enfermagem em Dermatogia
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